14 de fevereiro de 2018

Helena Kolody - Biografia


Helena Kolody nasceu nasceu na cidade de Cruz Machado, no Paraná, no dia 12 de outubro de 1912. Filha de imigrantes ucranianos que se conheceram no Brasil, com um ano de idade se mudou com a família para o município de Três Barras do Paraná, onde ela morou até os oito anos de idade. Em seguida, a família se muda para a cidade de Rio Negro, onde fez o curso primário, estudou piano e pintura.Com 12 anos escreveu seus primeiros versos. Em 1928, com 16 anos, tem seu poema "A Lágrima" publicado na revista Marinha, de Paranaguá, a maior divulgadora de sua obra. Nesse mesmo ano, ingressou na Escola Normal de Curitiba (atual Instituto de Educação do Paraná). Em 1931, já formada, foi nomeada professora do Grupo Escolar Barão de Antonina, de Rio Negro. Entre 1933 e 1937 trabalhou na escola de Ponta Grossa. Em seguida foi transferida para a Escola Normal de Curitiba, onde lecionou por 23 anos. Em 1941, Helena Kolody publicou seu primeiro livro "Paisagem Interior", dedicado ao seu pai, Miguel Kolody, que faleceu dois meses antes da publicação. A obra foi classificada em segundo lugar no concurso de poesia realizado pela Secretaria de Homens de Letras do Rio de Janeiro, em 1942. A partir de 1944, prestou serviços na Escola de Professores de Jacarezinho. Em 1941, escreveu seus primeiros haicais, sendo criticada, por não ter rima, mas continuou publicando essa forma de poesia. Em 1949, o livro "A Sombra do Rio" recebeu o terceiro lugar no concurso de livros do Centro de Letras do Paraná, e o Prêmio Ismael Martins. Em 1951 o livro foi publicado pelo Centro de Letras. Grande parte de sua vida foi dedicada à poesia, sua obra teve grande repercussão no cenário literário brasileiro, foi reconhecida por grandes escritores de seu tempo, como Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meirelles e Paulo Leminski. Em 1985, Helena Kolody recebeu o Diploma de Mérito Literário da Prefeitura de Curitiba. Em 1988, foi criado o "Concurso Nacional de Poesia Helena Kolody", realizado anualmente pela Secretaria da Cultura do Paraná. Em 1989, o Museu da Imagem e do Som do Paraná gravou e publicou um depoimento da poetisa. Em 1991 foi eleita para a cadeira nº 28 da Academia Paranaense de Letras. Em 2003, Helena recebeu o título de "Doutora Honoris Causa", pela Universidade Federal do Paraná. Em 2012 a Secretaria de Cultura do Paraná em conjunto com a Biblioteca Pública do Paraná, criaram a revista literária Helena, uma justa homenagem à poetisa Helena Kolody e também à civilização helênica, berço da produção cultural do ocidente. A poetisa Helena Kolody faleceu no dia 15 de fevereiro de 2004, em Curitiba.

Obras:

- 1941 - Paisagem Interior;
- 1945 - Música Submersa;
- 1951 - A Sombra do Rio;
- 1962 - Poesias Completas;
- 1965 - Vida Breve;
- 1966 - Era Espacial/Trilha Sonora;
- 1967 - Antologia Poética;
- 1970 - Tempo;
- 1977 - Correnteza;
- 1980 - Infinito Presente;
- 1983 - Poesias Escolhidas;
- 1985 - Sempre Palavra;
- 1986 - Poesia Mínima;
- 1988 - Viagem no Espelho;
- 1991 - Ontem, Agora;
- 1993 - Reika;
- 1994 - Sempre Poesia;
- 1996 - Caixinha de Música;
- 1997 - Luz Infinita;
- 1997 - Sinfonia da Vida;
- 1997 - Helena Kolody por Helena Kolody (CD Coleção Poesia Falada);
- 2002 - Poemas do Amor Impossível;
- 2002 - Memórias de Nhá Mariquinhas (prosa).


7 de fevereiro de 2018

Quatro Belezas Universais

Olá meus queridos amigos e amigas, tudo bem com vocês? Adoro fotos com misses todas reunidas, ainda mais quando elas todas eleitas de um determinado concurso, como aqui nessa foto com as quatro últimas misses eleitas no concurso Miss Universo. Da esquerda para a direita temos: Iris Mittenaere, Miss França, Miss Universo 2016, Demi-Leigh Nel-Peters, Miss África do Sul, Miss Universo 2017, Pia Alonso Wutzbach, Miss Universo 2015 e Paulina Vega, Miss Colômbia, Miss Universo 2014.

5 de fevereiro de 2018

Carlos Heitor Cony - Biografia


 "Numa das seis prisões durante o Regime Militar, um Coronel me perguntou por que eu escrevia tanta besteira no jornal em que então trabalhava. Dei razão a ele. Até hoje, acho que não fiz outra coisa".



O jornalista e escritor Carlos Heitor Cony nasceu em 14 de março de 1926, no Rio de Janeiro. Era filho do também jornalista Ernesto Cony Filho e de Julieta Moraes Cony. Ainda jovem entrou para o seminário, de onde saiu por volta de 1945 antes de ordenar-se padre. Chegou a cursar a Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil, mas interrompeu também antes de concluir. Teve sua primeira experiência como jornalista no Jornal do Brasil cobrindo férias de seu pai.Trabalhou como funcionário público da Câmara Municipal do Rio de Janeiro até 1952, quando se tornou redator da Rádio Jornal do Brasil. Em 1960 entrou para o Correio da Manhã, jornal que publicara o polêmico editorial "Basta!" contra João Goulart. Carlos Heitor Cony foi um dos que se arrependeram de apoiar a queda de Goulart que resultou no Golpe Militar de 1964 e veio depois a opor-se abertamente ao golpe, tendo sido preso por seis vezes ao longo do período  do Regime Militar. Como editorialista do Correio da Manhã, escreveu textos de crítica aos atos da Ditadura Militar. Foi incitado a se demitir do matutino em 1965. Recebia pensão do Governo Federal em decorrência de legislação que autoriza pagamento de indenização aos que sofreram danos materiais e morais vitimados pela Ditadura Militar. O benefício chamado de prestação mensal permanente continuada, foi aprovado pela Comissão de Anistia em 21 de junho de 2004, correspondendo à época em cerca de 23 mil reais, que seria o salário que receberia no jornal caso não tivesse sido obrigado a se desligar. Em 1985 esteve como diretor de Teledramaturgia na Rede Manchete, onde apresentou os projetos e as sinopses das novelas A Marquesa de Santos, Dona Beija e Kananga do Japão. Carlos Heitor Cony ficou até 1990 na emissora, onde ainda colaborou na produção de três documentários: JK - 7 Anos Sem a sua Companhia, JK - A Voz da História, Vargas - A Vida e a História. O escritor já publicou contos, crônicas e romances. Seu romance mais famoso é de 1995, Quase Memória, que vendeu mais de 400 mil exemplares. Esse livro marca seu retorno à atividade de escritor romancista. Seu romance A Casa do Poeta Trágico, foi escolhido o Livro do Ano, obtendo o Prêmio Jabuti em 1997, na categoria ficção. Carlos Heitor Cony também trabalhou como editorialista da Folha de São Paulo e em 23 de março de 2000 entrou para a Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira de nº 3, cujo patrono é Arthur de Oliveira, sendo seu quinto ocupante. Foi recebido em 31 de maio do mesmo ano por Arnaldo Niskier. Desde 2006 seus livros são publicados pela Editora Objetiva, que pretende relançar toda a sua obra. Carlos Heitor Cony morreu em 5 de janeiro desse ano no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, devido a problemas no intestino e falência múltipla dos órgãos.



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...